As dívidas ligadas a três anos de IPTU fizeram Renato Aragão, 91 anos, ser acionado na Justiça e ter sua mansão de 3.000 mil metros quadrados penhorada. Avaliado em R$ 18 milhões, o imóvel de luxo reúne heliponto, quatro suítes e quadras para prática de esportes, como o tênis, paixão do criador e intérprete do Didi Mocó Sonrizep Colesterol Novalgino Mufumbbo.
Agora, o processo ganhou novo desdobramento. É que a defesa do artista e da mulher dele, Lilian, solicitou à Justiça a suspensão temporária da ação de cobrança. Os advogados querem também que a penhora da casa localizada no Recreio dos Bandeirantes, Zona Sudoeste do Rio, seja igualmente suspensa e que tal decisão seja válida por 30 dias.
Segundo o colunista Ancelmo Gois, do jornal "O Globo", a mansão apresenta outras dívidas, além do IPTU de 2021, 2022 e 2023 (o somatório já beirava os R$ 680 mil). A alegação levantada é que há uma chance de acordo com a Prefeitura do Rio para que a pendência seja encerrada, uma vez que no momento ocorre "fase avançada de negociação de termo de transação individualizada".
Os advogados de Renato e Lilian afirmam também que o debate "visa quitar todos os débitos relacionados ao imóvel". Ou seja, não só as três parecelas do Imposto sobre a Propriedade Predial e Territorial Urbana.
Sem contrato com emissora de TV após 44 anos de trabalho na Globo (o vínculo foi encerrado em junho de 2020), Renato Aragão é citado na Justiça em outra ação. Esta envolve um empréstimo feito à sua filha mais velha, Juliana, após a venda de um imóvel que a motorista herdou da mãe, primeira mulher do cômico.
Renato, convém lembrar, já se defendeu e negou ter dado "calote" na herdeira, a quem acusou de chantagem. Formado em Direito, o humorista lançou "Os Adoráveis Trapalhões" em 1966 na extinta TV Excelsior (1960-1970); em 1971, veio "Os Insociáveis" (Record), e em 1973 "Os Trapalhões", primeiro na Tupi (1950-1980) e a partir de 1977 na Globo.